Ecos da Cidade

Famosa por apresentar séries musicais inesquecíveis, como o Seis e Meia e o Projeto Pixinguinha, a Sala Funarte Sidney Miller reabre no dia 21 de julho de 2010 com uma programação voltada para o grande público, num formato inédito.

Criado pela D+3, o projeto será executado em parceria com a Roda de Produção. O espaço abrigará o projeto Ecos da Cidade, vencedor do edital de ocupação entre julho e novembro de 2010. O objetivo é envolver artistas e público, recriando um ambiente que fez história no centro do Rio de Janeiro.

“Reunimos criadores e intelectuais comprometidos com o exercício do pensamento sobre a música e sua renovação”, diz David Miguel, da Roda de Produção. “Vamos construir uma teia que envolva, mantenha e amplie a platéia da Sala”, adianta o sócio Roberto Freitas. “Mais do que simplesmente conciliar datas e agendas dos artistas, elaboramos 63 programas especiais, que serão alternados e distribuídos nas três noites semanais”, comenta David.

A programação começa nas quartas-feiras, com debates, oficinas, lançamentos de discos e noites de autógrafo.
Sob a batuta do maestro Márcio Tinoco, as quintas-feiras serão dedicadas à música clássica.
Já a música popular brasileira terá sua vez às sextas-feiras, com curadoria de Sérgio Natureza, compositor e poeta.

Veja como está esquematizada a temporada vencedora do Prêmio de Ocupação da Sala Funarte Sidney Miller:

NAS QUARTAS

A cada noite, debates, lançamentos e trocas de experiência em conexão com outras formas de cultura:

  • Música & – Encontros entre artistas e convidados para falar sobre a íntima relação da música com outro tema. Já estão em fase de produção Música & Poesia, Música & Design, Música & Comunicação e Música & Dança, entre outros;
  • Lançamúsica – Na mesma noite do Música & haverá o lançamento de um CD ou de um livro;
  • Música de Oficina – Artistas, teóricos e intelectuais vão expôr suas ideias e métodos de ensino e aprendizado, seja na criação de instrumentos, na teoria musical, na composição musical ou na feitura de arranjos.

NAS QUINTAS

Nestas noites, a música de concerto estará em destaque, com uma nova abordagem:

  • Transfusões – Aproximará mundos de compositores da área de música de concerto com a área de atividades de música urbana. Exemplos: Villa Lobos e Tom Jobim, Claude Debussy e Bill Evans, Béla Bartók e Chick Corea. A Sala Funarte Sidney Miller receberá artistas que já desenvolvem trabalhos nessa linha;
  • Interfaces – O diálogo da performance musical conjunta a outras formas de atividade e expressão artística, tais como balé, eletrônica, ciclofônica e vídeográfica, apresentando a produção de artistas consagrados;
  • Fora do Eixo – O público descobrirá a obra de compositores eruditos de países como Brasil, Índia, Grécia, Coréia, Japão, Leste Europeu e antiga Alemanha Oriental, tais como Alice Shilelds, A.R. Rahman, Sakamoto, Kurtag, Ligeti, Guerra-Peixe, Rodolfo Richter e Shnitke.

NAS SEXTAS

Pela tradição da Sala Funarte Sidney Miller de agregar vários timbres e tonalidades da música popular brasileira, nas noites de sexta-feira haverá:

  • Instrumental popular – Novos instrumentistas e combinações inusitadas de artistas e autores em shows que priorizam a música instrumental brasileira;
  • Canção e extracanção – Mostra artistas e autores em situação de risco, obras no limite do convencional e da invenção de novas formas de canção, arranjos, instrumentos e etc;
  • MPB – O melhor da MPB em toda a diversidade desse conceito. Fusões, combinações e influencias. Artistas novos e criativos, sozinhos ou com seus convidados buscando abrir caminho para sua arte e divulgar seu trabalho;
  • @música – Novamente estamos falando do limite da canção e de outros estilos buscando a melhor produção musical que rola na grande rede. Artistas que criam, desenvolvem e vendem seu trabalho pela internet que estão ganhando grande visibilidade. Geralmente são artistas ou bandas novas, com estilos híbridos e influências de todas as partes do planeta.